Morre comediante Jerry Lewis aos 91 anos

Célebre por suas caretas, voz esganiçada e trapalhadas, o americano teve raras oportunidades de provar que também era um grande ator. Entre suas últimas participações cinematográficas, a ponta numa comédia brasileira.

"Olho o mundo através dos olhos de uma criança porque tenho nove anos", diria Jerry Lewis, aqui em foto de setembro 2016

Jerry Lewis, o príncipe americano da chanchada no palco e nas telas, "Professor Aloprado", "bagunceiro arrumadinho", "mensageiro trapalhão", "Rei da Comédia", morreu neste domingo (20/08), aos 91 anos de idade.

"O famoso comediante, ator e humorista legendário Jerry Lewis faleceu pacificamente hoje, de causas naturais, em seu lar em Las Vegas, tendo a família a seu lado", comunicaram seus familiares. Segundo sua porta-voz, Candi Cazau, a morte ocorreu às 09h30, hora local (13h30 em Brasília).

Certa vez, o profissional nascido em 16 de março de 1926 em Newark, Nova Jersey, resumiu assim sua trajetória: "Tive grande sucesso em ser um grande idiota." Seu segredo era manter sempre uma qualidade infantil ao representar.
Em novembro de 2002, em entrevista à agência de notícias Reuters, explicou melhor: "Eu olho o mundo através dos olhos de uma criança porque tenho nove anos. Eu fiquei desse jeito, fiz uma carreira com isso. É um lugar maravilhoso para se estar."

Careteiro, ator de peso e figura beneficente
A carreira de Jerry Lewis deslanchou no início dos anos 50, como parceiro cômico do cantor e ator romântico Dean Martin. Em meio século de atividade, participou de 45 produções para o cinema. De uma comédia campeã de bilheteria a outra, em certa época seu salário era um dos maiores de Hollywood.


Aclamado por muitos, esnobado por outros devido a suas personagens irresistivelmente excêntricas, vesgas, careteiras e de voz esganiçada, Lewis teve algumas oportunidades de provar que o excelente ator que era. Entre os pontos altos artísticos de sua carreira madura destacam-se as tragicomédias O Rei da Comédia (1982), ao lado de Robert de Niro e dirigido por Martin Scorsese, e Rir é viver (1995), do inglês Peter Chelsom.

O comediante contava 87 anos quando estrelou sua última produção hollywoodiana, Max Rose, em que encarna um pianista de jazz que passa a questionar seu casamento de 65 anos ao descobrir que a esposa talvez lhe tenha sido infiel. No mesmo ano de 2013 fez uma ponta na comédia brasileira Até que a $orte nos separe 2.

Lewis não deixou de empregar sua fama para fins nobres: em 1966 lançou – e apresentou até 2010 – a maratona televisiva The Jerry Lewis MDA Labor Day Telethon, com o fim de angariar donativos para pacientes de distrofia muscular. Até 2009, a campanha realizada anualmente na véspera do Dia do Trabalho havia coletado um total 2,45 bilhões de dólares.

 

 


fonte: DW
AV/rtr,ap,afp

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