The Babysitter (2017) – Crítica

Dirigido por McG, e roteirizado por Brian Duffield, The Babysitter (A Babá) é um filme de Terror/Comédia, lançado e produzido pelo canal de streaming Netflix, o filme estreou no canal no dia 13 de outubro de 2017.

Quem diria que um filme dirigido por McG (diga-se de passagem que apenas dirigiu filmes ruins), e roteirizado por Brian Duffield (fez apenas roteiros fracos) poderia ser divertido? The Babysitter conta a história de Cole (Judah Lewis) um rapaz que está entrando na adolescência e sofre as consequências da tal, sofrendo bullying, tendo pais super protetores, entre outras coisas. Mas, a parte de ter pais super protetores tem um lado bom, e esse lado bom se chama Bee (Samara Weaving), Bee é a babá de Cole, na qual ele tem uma amizade muito forte, muito forte mesmo (se é que você me entende). Bee é o porto seguro de Cole, a pessoa para qual ele pode desabafar, confiar, e contar tudo.


A partir que a obra apresenta o relacionamento principal, apresenta-se a trama. Os pais de Cole saem para um jantar ou algo do tipo (informação irrelevante e indispensável), e como sempre, deixam Bee para cuidar dele. Após uma noite de diversão com Bee (no bom sentido), Cole “vai dormir”, mas ao invés disso fica falando com uma amiga sua no telefone (A.K.A. Coadjuvante cujo nome não é relevante e não acrescenta nada para a trama), sua amiga o incentiva a ficar acordado para ver o que Bee faz após ele dormir, então ele aceita o desafio. Após algum tempo Cole vai até as escadas para ver o que Bee está fazendo, chegando lá ele vê Bee com um grupo de amigos brincando de uma espécie de Verdade ou Consequência, logo após alguém desafiar Bee a beijar todos da roda, Bee vai até Samuel, um menino franzino, e o mata, logo após Cole é visto por Bee e sua trupe e é aí que a nossa trama verdadeira é apresentada. Bee e seus amigos fazem parte de um grupo satanista, e querem o sangue de Cole para fazer um ritual.


A partir daí temos a nossa obra, que começa a se desenvolver.


O roteiro como qualquer outro Slasher, utiliza da Metalinguagem para sua base, ou seja, o filme (roteiro) está completamente ciente que ele é um filme, e que seus personagens são fictícios, porém, o roteiro sabe disso, e os atores não.


Aí vemos nosso maior problema na obra (além do roteiro raso), a atuação. O roteiro sabe da Metalinguagem, mas os atores não. Temos níveis de atuação muito distintos, alguns atores sabem que estão em um Slasher, um filme que se baseia na Metalinguagem, e atuam com base em tal, por isso se destacam, e outros atores não, acabam levando o roteiro a sério, ou pior, levam a questão da Metalinguagem muito a sério e acabam tendo terríveis performances. Um exemplo de ator no filme que leva a Metalinguagem muito a sério é o Robbie Amell que interpreta Max, e a Hana Mae Lee que interpreta Sonya; A atuação de ambos acabam caindo na mão da técnica milenar de Nicolas Cage denominada como Overreacting, ambas performances distinguem muito do tom do filme, fazendo com que a linha de um Slasher seja perdida, e que o roteiro fraco, acabe ficando mais fraco ainda.


Agora, um exemplo que levou a Metalinguagem da obra no ponto certo (além da nossa dupla principal de atores que interpretam Bee e Cole), é Andrew Bachelor que interpreta John, o alívio cômico da comédia (mais um exemplo de como o roteiro é raso), ele consegue captar muito bem a Metalinguagem da obra e aplica - lá muito bem na composição de seu personagem.


Agora vamos para os prós e contras da obra:


Prós:


• Uma ótima diversão para quem procura algo descontraído e nada sério;
• O filme possui uma ótima edição, os cortes são precisos e conseguem elevar alguns elementos do roteiro;
• As melhores atuações: Judah Lewis (Cole), Samara Weaving (Bee), Andrew Bachelor (John).


Contras:


• Roteiro muito raso, tudo bem que é um Slasher, mas, poderia ser melhor;
• Má direção de atores;
• Péssimas atuações que saem do tom do filme, e chegam a incomodar;
• Falta de planos e ângulos mais ousados.



Se for para dar uma nota de 0 à 10, esse filme mereceria 5,7.


Crítico: Vinícius Onofre.
Nota: 5,7/10.

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