Seleção feminina ajusta fundamentos na reta final para o Pré-Olímpico

Para o Brasil, seletiva para os Jogos de Tóquio será em fevereiro, na França. Preparação da equipe ocorre no Parque Olímpico da Barra. Torcida pode acompanhar de perto na sexta

Seleção feminina faz a preparação na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra. Foto: CBB

Continuidade e busca por aperfeiçoamentos. São essas as duas teclas que o técnico José Neto, da seleção brasileira feminina de basquete, busca enfatizar nos treinos com foco no Pré-Olímpico de Bourges, que será disputado na França, em fevereiro. O primeiro período de treinamento tem como palco a Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra, um dos principais legados de infraestrutura esportiva dos Jogos Rio 2016. No fim do mês, a equipe segue para a Europa.

"Esses primeiros treinos são importantes para que possamos retomar o que já estamos trabalhando desde os Jogos Pan-Americanos de Lima, no ano passado. É importante para relembrar e melhorar. Elas vieram muito bem dessa pausa, trabalharam fisicamente e conseguimos, dentro de quadra, acrescentar e agregar novas coisas. Está sendo importante para que possamos evoluir e chegar ainda mais prontos no Pré-Olímpico", disse José Neto, que assumiu o comando do grupo há seis meses. No Pan de Lima, a seleção conquistou a medalha de ouro.

Na sexta-feira, 17.01, haverá uma janela aberta e gratuita para a torcida acompanhar de perto os treinos das atletas. As atividades na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra, serão a partir das 10h. Antes da chegada a Bourges para a competição, o time fará amistoso contra a Sérvia, em 3 de fevereiro, em Belgrado.

O torneio olímpico de basquete vai reunir 12 seleções. No feminino, os EUA, atual campeão mundial, e o Japão, país anfitrião, estão garantidos. As outras dez vagas saem das seletivas de fevereiro, em quatro sedes
Pelo cronograma traçado pela comissão técnica, a seleção chega à Europa em 28 de janeiro e treina até o amistoso na capital sérvia. A estreia no Pré-Olímpico será contra Porto Rico, no dia 6 de fevereiro. A seleção ainda joga contra França e Austrália, nos dias 8 e 9. Pelo regulamento, três dos quatros países conquistam a vaga em Tóquio 2020.

O torneio olímpico vai reunir, ao todo, 12 equipes. Estados Unidos, atual campeão mundial, e Japão, país anfitrião, estão previamente garantidos. As outras sete vagas sairão de seletivas em Belgrado (Sérvia), Ostend (Bélgica), e Foshan, na China.

Em Belgrado, estão no páreo Nigéria, Sérvia e Moçambique. Os EUA, mesmo já pré-qualificados, também integram o grupo. Numa hipótese improvável de a equipe americana terminar em último, apenas os dois primeiros da chave se classificariam.

Em Ostend, entram em quadra Canadá, Suécia, Bélgica e Japão. Assim como no grupo das americanas, as japonesas entram já qualificadas, e caso fiquem em quarto, apenas os dois primeiros da chave se classificam. Na seletiva chinesa, as três vagas sairão da disputa entre Coreia do Sul, Grã-Bretanha, Espanha e China.

Equipe brasileira tem no currículo recente a conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019. Foto: Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

Tradição

O basquete feminino brasileiro tem no currículo duas medalhas olímpicas. A primeira delas foi de prata, obtida pela geração de Hortência, Paula e Janeth, nos Jogos de Atlanta (EUA), em 1996. Em 2000, em Sydney, na Austrália, a equipe voltou ao pódio, com a medalha de bronze.

Arena de Saitama, no Japão, receberá as disputas do basquete olímpico. Foto: Tokyo 2020

Nos Jogos de Tóquio, as disputas serão na Arena Multiuso de Saitama. A cidade fica a cerca de 30 km do centro da capital japonesa. A estrutura esportiva comporta até 21 mil espectadores, e costuma ser utilizada para competições, treinamentos, concertos, conferências e shows. A agenda olímpica prevê partidas entre 26 de julho e 9 de agosto.

História

O basquete fez sua estreia no programa olímpico nos Jogos de Berlim, na Alemanha, em 1936. A competição passou a receber as mulheres em 1976, em Montreal, no Canadá. Uma mudança importante ocorreu em 1992, quando a competição passou a permitir a presença dos profissionais, e o mundo teve a chance de ver em quadra o Dream Team dos Estados Unidos, com astros como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Charles Barkley, David Robinson, Patrick Ewing e John Stockton. A equipe venceu todas as partidas com diferença de pelo menos 32 pontos.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Armadoras
Débora Costa - SESI Araraquara
Lays da Silva - Vera Cruz Campinas
Alana Gonçalo - Santo André

Alas/Armadoras
Tainá Paixão
Isabela Ramona - Sampaio Basquete
Patrícia Teixeira - Vera Cruz Campinas

Alas
Tatiane Pacheco - Ituano
Raphaella Monteiro - Ituano
Jeanne Flausino Morais - Vera Cruz Campinas

Alas/pivôs
Damiris Dantas - Busan BNK Sum-KOR
Mariana Dias - Vera Cruz Campinas
Vitória Marcelino
Clarissa Santos - Asvel Lyon-FRA

Pivôs
Erika Souza - IDK GIPUZKOA UPV-ESP
Maria Carolina Oliveira - Pró-Esporte Sorocaba
Jeniffer Nonato - Pró-Esporte Sorocaba
Juliana Maria - Vera Cruz Campinas

 

 

 

 

 


fonte: Rededoesporte.gov.br, com informações da CBB, FIBA e Tokyo 2020

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