One Piece: Pirate Warriors 3 – Um musou frenético e divertido

Outra série anualizada por conta do sucesso dos animês (e do revezamento de estúdios), One Piece: Pirate Warriors 3 é o primeiro jogo da série com lançamento para a nova geração ...

Outra série anualizada por conta do sucesso dos animês (e do revezamento de estúdios), One Piece: Pirate Warriors 3 é o primeiro jogo da série com lançamento para a nova geração, saindo uma versão para PS4 e com uma versão também para PCs, além do PS3 e PS-Vita. Pelo subtítulo do jogo e pela Omega Force ter desenvolvido ele, o jogo vem com a temática de “musou”, um estilo de games onde você tem uma quantidade enorme de inimigos na tela, mas que não esboçam muita reação, servindo mais como um grupo de “saco de pancadas” em sua maioria das vezes. Na maioria das vezes eles, timidamente, atacam, mas quando isso acontece você praticamente já deu cabo do restante da multidão.

O jogo retrata diversos arcos do animê, tendo foco em alguns momentos onde o Luffy consegue os membros de sua tripulação. Claro que não vou citar aqui comparações com o desenho ou o mangá, por não conhecer bem a série, mas o game está bem mais interessante que o Unlimited World Red, lançado anteriormente

 

Ficha Técnica

 
Produção Bandai Namco
Desenvolvimento Omega Force
Lançamento 25/08/2015 (EUA/Brasil)
Plataformas PlayStation 4, PlayStation 3, PS-Vita, PC
Classificação 12 anos (Brasil)
Gênero Ação/Musou
Descrição Game de ação frenética com estilo “musou”, com muitos inimigos na tela e mapas fechados, mas com diversas ramificações. Abrange diversos arcos da história original.
Online Sim.
Idiomas Dublagem japonesa e legendas/menus em inglês.
Aquisição/Versão Testada
Versão digital de PS4 cedida pela Bandai Namco para análise.
Progressão Campanha principal completada no nível normal (Legend Log) e início da Dream Log. Multiplayer não testado


Por ser um estilo de “musou”, você passa por fases com centenas de inimigos na tela, que estão lá mais para serem espancados pelo seu personagem. Aqui o poder da nova geração se mostrou um acerto, já que você praticamente não tem nenhuma queda de frame-rate, e as contagens de inimigos mortos da fase podem passar de 6 mil, dependendo da fase.

Basicamente é um hack-slash não muito linear, com as fases fechadas e diversas rotas. Em alguns momentos entra um elemento parecido com os tower defenses, onde o jogador ganha o controle de uma área e passa a próxima, ganhando alguns aliados que acabam ajudando (pouco) os personagens. Os elementos de tower defense ficam mais por conta do jogador ter de voltar naquela determinada área já conquistada, às vezes tendo de ir lá para a fase não falhar, às vezes voltando na área quando você perde o controle dela e os inimigos mais poderosos avançam para tentar ir atrás de você.

Já os membros do grupo tem uma certa autonomia, mas há momentos onde eles ficam em apuros, sugerindo que o jogador possa ir até ele para ajudar ele a não “morrer”. Em algumas fases, ignorar um companheiro em perigo não representa um game over, mas teve fases que isso ocorreu, dependendo das condições de vitória de cada localidade (que é exibido num menu de estratégia antes de iniciar cada partida).

Mas esse sistema de progressão de fases fechadas e cheias de ramificações esconde uma pequena pegadinha: o jogador deverá passar a fase inteira para poder prosseguir, sem checkpoints. Por mais que o jogo seja relativamente fácil na dificuldade normal, e do jogador avançar alguns níveis e ficar “overlevel” (exceto nas fases finais, caso você não tenha falhas que precise reiniciar o capítulo), teve momentos de falha que detonam toda a progressão da localidade, tendo de começar a fase inteirinha do zero. Pelo que percebi, a progressão de níveis permanece em caso de game over, mas acaba sendo bem frustrante ter de começar uma fase novamente, isso depois de ficar de 40 minutos a 1h30 numa fase e o jogador falhar sem saber direito como aconteceu.

 Durante as fases o jogador também pode setar um “parceiro de combate”, podendo trocar a qualquer momento e com o outro personagem aparecendo pra te ajudar em alguns golpes, usando as habilidades específicas deles no animê. Mas esse recurso só é melhor utilizado com o “Kizuna Attack”, onde você enche um medidor e quando ele chega ao máximo, você pode executar um “super golpe especial” com ele, causando um dano devastador nos inimigos da área. Aí vem outro macete: usar um personagem e depois trocar o parceiro de combate, no próximo especial você executa o golpe com o primeiro parceiro, e o segundo, sugerindo um combo, mas que é difícil saber se o dano causado é maior ou não (caso o jogador acabe fazendo o mesmo Kizuna Attack com o mesmo personagem) .

Mas alternar os personagens durante a fase gera, ao final dela, uma evolução no “Crew Level”, ajudando a habilitar itens de galeria, o que deve ter influência para platinar o jogo. E por falar no final da fase, o jogador tem 2 tipos de experiência: a experiência normal que é adquirida no decorrer das fases, e uma baseada em “moedas” que o jogador vai adquirindo, pegando alguns moedas específicas para aumentar alguns atributos, como slots de golpes especiais, ataque, defesa, entre outros.

Cada fase também tem uma sequência de objetivos, alguns principais, e outras tarefas extras, que ao completar elas vai destravando uma espécie de página de figurinhas, e dependendo do desempenho o jogador ganha moedas extras. Um dos requisitos é jogar no nível hard, e com isso o jogador pode optar por tentar ir direto nesta dificuldade (alterando no menu inicial de cada capítulo) Outro recurso bem interessante é do jogador “comprar níveis de experiência” de outros personagens. Normalmente muitos jogadores optariam por ir apenas com o Luffy de personagem principal, mas antes de cada fase o jogador pode escolher outro personagem. Como os outros personagens não evoluem normalmente, o jogador pode comprar os níveis de experiência e deixar ele nivelado. Claro que o valor de cada nível aumenta, mas pela quantidade de grana que você consegue adquirir, não é difícil avançar outros personagens, para ir em fases específicas e ficar no nível ideal para elas.

Um dos problemas do jogo (e que está começando a ficar recorrente na série) é a câmera. Além dela ser meio dura de mexer, por ser um musou, quando você entra numa área para liberar ela, você tem de sair batendo os inimigos fora do raio da câmera, e aí você acaba desferindo os golpes pra todo lado, desde desferir golpes com o personagem na direção da tela (sem ver quem ele está batendo), para os lados, etc.

Quando aparecem inimigos mais fortes (como os Capitães dos Piratas ou Tenentes da Marinha), que tem altura maior do que os inimigos normais, e os sub-chefes/chefes, aparece uma opção para travar a mira, com a câmera girando automaticamente pra ficar atrás do personagem, e com o personagem de frente pro inimigo, ajudando um pouco para conseguir enfrentar ele ou mesmo ficando posicionado numa posição ideal para desferir um golpe mais forte ou mesmo um Kizuna Attack.

Outro recurso que não testei no jogo é o multiplayer cooperativo. Quando você completa um capítulo, às vezes aparece uma opção de “rescue”, onde você acaba criando uma sessão de jogo e pode iniciar uma fase com uma sala aberta, esperando outro jogador aparecer. Mas nesse caso acabei optando pela progressão offline daquela fase (no Legend Log), e quando achei salas abertas com outro jogador, não conseguia joinar com ele, talvez por não ter uma internet muito boa e por morar no interior.

Pelo menos o jogo não tem troféus online, mas segundo relatos dos jogadores, pode levar mais de 60 horas para conseguir completar tudo! O jogo oferece a progressão normal (com cada missão durando entre 40 minutos e 1 hora, em média) e tem o “Dream Log”, uma progressão alternativa em ilhas e com fases e regras mais específicas, podendo ganhar moedas especiais que contarão na evolução dos outros personagens.

Tirando o problema da câmera e da falta de gente no multiplayer, One Piece: Pirate Warriors 3 é um game bem mais gostoso de jogar, sendo bem superior ao Unlimited World Red. Por conta dele ser mais frenético, ele não fica maçante em nenhum momento e tem uma duração razoável, não cansando o jogador. Cada missão dura em torno de 40 minutos a 1 hora, gerando um tempo de progressão de cerca de 20 horas para a campanha. Com os troféus extras o jogo triplica a vida útil, apesar de ser bastante grinding para fazer as fases no nível hard e comprar todas as peças da galeria.

 


Fonte Uol Games

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