Ação Integrada: Em cinco meses, Hospitais Federais aumentam em 11% total de atendimentos

Principal responsável pelo crescimento, emergência registrou crescimento de 44%, na comparação com o mesmo período do ano passado


A tendência de crescimento de produtividade dos hospitais, percebida no balanço dos três primeiros meses, foi confirmada na última apresentação de resultados da Ação Integrada de Apoio à Gestão dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro. Todos os indicadores acompanhados – cirurgias, atendimentos ambulatoriais e de emergência e internações – registraram aumento.

Na comparação entre os períodos de janeiro a maio de 2018 e de 2019, houve 44% mais atendimentos de emergência. No primeiro trimestre, o indicador já havia se destacado, com o aumento de 32%. O número de internações aumentou 13%; o de atendimentos ambulatoriais, 9%, e o número de cirurgias, 5% - todos na comparação entre os cinco primeiros meses deste e do ano passado. Os dados são da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), do Ministério da Saúde.

Segundo o levantamento da SAES, que acompanha a produtividade dos hospitais, foram realizados 443 mil atendimentos, quase 45 mil a mais do que no período comparado.

“Nossa avaliação, diante do crescimento de produtividade e da melhora de outros indicadores clínicos acompanhados, é que a Ação Integrada contribuiu para a ampliação dos atendimentos assistenciais, a melhoria de fluxos nas emergências e centro cirúrgicos, a redução de infecção hospitalar e a maior integração do Núcleo Interno de Regulação (NIR) com o sistema de regulação de leitos municipal e estadual. Mas, ainda há muito a ser feito”, comentou o Ministro Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Floriano Peixoto.

Segundo o ministro, as melhorias deverão continuar sendo percebidas, à medida que as entregas da Ação Integrada forem implementadas. “Ficamos muito satisfeitos por poder contribuir com o Ministério da Saúde, propondo modelos para a modernização da gestão dos hospitais federais”, disse.

Ao apresentar as principais entregas da Ação Integrada, o ministro destaca aquelas que podem gerar resultados no médio e longo prazos, e serem replicadas em outras unidades de saúde, estaduais e municipais, para aumento da eficiência e da excelência do atendimento.

“Nós entregamos um novo modelo de governança, com painel de indicadores para o acompanhamento dos resultados; um novo organograma, com determinação de responsabilidades; e o assessment executivo para garantir que os cargos de gestão sejam ocupados por pessoas aptas. Além disso, propusemos a centralização do processo de compras e serviços, que viabilizará a economia estimada de R$50 milhões ao ano”, citou.

Sobre a Ação Integrada

A Ação Integrada de Apoio à Gestão dos Hospitais Federais do RJ é uma realização do Ministério da Saúde, em parceria com Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), por meio da Secretaria Especial de Modernização do Estado (SEME), além de diversos órgãos da Administração Pública Federal e dos hospitais de referência – Sírio-Libanês (SP), Albert Einstein (SP), Alemão Oswaldo Cruz (SP), Hospital do Coração (SP) e Moinhos de Vento (RS).

Seu objetivo é modernizar as relações administrativas e qualificar os serviços assistenciais oferecidos pelos 6 hospitais federais localizados no Rio de Janeiro – Andaraí (HFA), Bonsucesso (HFB), Cardoso Fontes (HFCF), Ipanema (HFI), Lagoa (HFL) e Servidores do Estado (HFSE) –, tornando-os mais ágeis, acessíveis e alinhados às boas práticas e aos padrões de qualidade e segurança dos pacientes.

Principais entregas:

Liberação de R$120 milhões para obras e serviços emergenciais.

Diagnóstico e Planejamento entregues pela SGPR ao Ministério da Saúde.

Painel para Acompanhamento dos Indicadores Hospitalares.

Novo Modelo de governança com indicadores, metas e parâmetros de eficiência.

Recadastramento de funcionários.

Organograma com descrição de responsabilidades de cada área/função para responsabilização de agentes e gestão de desempenho; designação dos gestores em conformidade com as suas capacidades técnicas e curriculares, levando em consideração também os requisitos expostos no Decreto 9.727/2019.

Assessment Executivo, para indicação de gaps e
definição de estratégia de capacitação dos gestores.

Avaliação das Condições de Instalações e
Equipamentos (TI, predial e engenharia clínica).

Projeto da Central de Compras e Serviços Compartilhados:
estimativa de economia de R$50 milhões ao ano.

Capacitação dos Ouvidores e Ouvidoria Ativa nos Hospitais Federais.

Criação de um link dedicado no sistema de Ouvidorias do Executivo Federal (saude.gov.br/hospitaisfederais) para trazer as informações (denúncias, sugestões, reclamações) ao conhecimento da Presidência da República.

 

 

 


Fonte: Secretaria-Geral da Presidência da República

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