A votação da denúncia contra Temer

Depois de suspense sobre quórum mínimo, 342 deputados comparecem à Câmara para votar relatório que pode decidir futuro do governo.


A Câmara dos Deputados iniciou nesta quarta-feira (02/08) a sessão que terminará com a votação sobre a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. A denúncia é feita com base nas delações premiadas de executivos da JBS.
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Acompanhe o vídeo



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Análise
Entre o início de junho e o final de julho, período em que o escândalo da JBS veio à tona, o governo destinou 4,1 bilhões de reais para em emendas para os deputados que vão votar a denúncia. No acumulado do ano até maio – antes do caso JBS –, o governo havia empenhado apenas 102,5 milhões de reais.
O deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que elaborou o relatório favorável ao presidente deve receber 5,1 milhões de reais. Leia mais
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16h38 - Michel Temer exonerou dez ministros que também são deputados para que eles retomassem os mandatos para votar contra a aceitação da denúncia. Entre eles estão Bruno Araujo (Cidades) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social). A mesma tática foi usada pela ex-presidente Dilma Rousseff à época da votação do impeachment.
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16h35 – Lideranças orientam o voto de suas bancadas nesse momento.
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16h31 - 386 deputados estão no plenário, mais do que os 342 necessários.
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16h27 - Neste momento fala o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que apareceu vestido com um traje típico gaúcho.
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16h10 – Confusão no plenário. O deputado Wladimir Costa (SD -PA) provoca petistas ao agitar um "pixuleco", o boneco inflável com a imagem do ex-presidente Lula com roupa de presidiário. Os petistas não gostaram e arrancaram o boneco. Um empurra-empurra começou. Rodrigo Maia disse "pode mostrar o boneco, mas não pode fazer barulho". Alguns parlamentares da oposição também lançaram cópias de notas de dólares pro alto.
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16h - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o plenário deverá votar o parecer da CCJ, que recomendou a rejeição da denúncia. A oposição queria votar a especificamente a denúncia. Assim, o "não" será um voto pelo afastamento de presidente. Já o "sim" será a favor do relatório e, portanto, contra a denúncia.
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15h59 - Pesquisa elaborada pelo Ibope, encomendada pela ONG Avaaz Avaaz, apontou que 81% dos eleitores brasileiros querem que os deputados aceitem a denúncia e que o peemedebista se torne réu por corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF).
A pesquisa aponta ainda que 79% dos eleitores acreditam que deputados que devem votar contra a denúncia são "cúmplices de corrupção".
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Análise
Por que o Congresso não reflete o povo brasileiro?
Perfil do Legislativo, majoritariamente elitista, masculino e branco, expõe mazelas da formação social do Brasil e distorções do sistema eleitoral e partidário. Para especialistas, reforma política não bastaria. Leia mais
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15h42 - O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) discursa nesse momento e pede a aceitação da denúncia. Segundo ele, caso os deputados rejeitem as acusações, a Câmara vai criar "a obstrução da Justiça pelo Parlamento".
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15h38 - A votação será nominal. As bancadas de cada estado serão chamadas e seus deputados serão chamados ao microfone por ordem alfabética. Os deputados de Roraima säo os primeiros a votar.
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15h25 - O deputado Wladimir Costa (SD -PA), que no final de semana apareceu com uma tatuagem em homenagem a Temer no ombro, discursa. Ele disse que o governo Temer é "decente" e que a oposição "não tem moral" e é "incompetente". "Nós vamos vencer, e vocês vão sair daqui envergonhados", disse, olhando para os oposicionistas.
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15h22 - Quatro deputados ainda devem falar antes de a votação começar de fato. Dois contra e dois a favor da continuidade da denúncia.
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15h20 – Há 343 deputados no plenário, o suficiente para começar a votação. O processo deve começar a qualquer momento.
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15h17 – Governo está confiante de que vai vencer a votação e prepara pronunciamento de Temer no Palácio do Planalto.
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15h15 - Deputado oposicionista Carlos Zarattini (PT-SP) ironiza tatuagem do seu colega governista Wladimir Costa (SD-PA), que no fim de semana apareceu com o nome "Temer" escrito na altura do ombro. No caso de Zarattini, o nome foi acompanhado coma a palavra "Fora".


Deputado Zarattini @CarlosZarattini
Essa é a "tatuagem" q o povo brasileiro quer q deputados tenham: "Fora, Temer"!Ela representa o clamor popular #VazaTemer #InvestiguemTemer
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15h01 - Plenário registra 305 deputados no plenário. Sao necessários 342 para que a votação seja iniciada.
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15h - Partidos que expressaram ser favoráveis ao prosseguimento da votação: PSDB, DEM, PMDB, PV, PPS, PTB, SD. Pelo adiamento: PSOL, PHS, PMB, PDT, PT, PSB e Rede.
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14h56- O vice-líder da oposição, Sílvio Costa (PTdoB-PE), já admite a vitória de Temer em plenário. Costa também chamou a oposição de "burra" porque vários de seus integrantes comparecerem para discursar. Mesmo sem oficializar a presença, eles tiveram o comparecimento registrado em plenário por determinação da Mesa Diretora.
"Eles (os governistas) vão conseguir os votos mais rápido do que eu imaginava. Foi um erro terrível da oposição. O burro é capaz de atrapalhar sua vida achando que pode ajudar", disse Costa.
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14h48 - PMDB, DEM, PSDB votaram contra os requerimentos que pedem o adiamento da votação
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14h46 - No Twitter, adversários de Michel Temer estao promovendo um "tuitaço" com a hashtag #investiguemtemer. O termo estava na terceira posição nos trending topics da rede social na tarde desta quarta-feira.


Wadih Damous ✔ @wadih_damous
#InvestiguemTemer vem pro tuitaço!
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Entrevista
O procurador Paulo Roberto Galvão, um dos membros da força-tarefa do Ministério Público Federal dedicada à Lava Jato em Curitiba, afirma que os políticos e pessoas do governo "perderam a vergonha" de se posicionar abertamente contra a operação
"Cada vez mais as iniciativas vão se concretizando e cada vez mais os políticos e as pessoas na administração perdem a vergonha do que estão fazendo. Enquanto no começo o discurso era de apoiar a Lava Jato, ainda que colocando alguns poréns, agora a coisa já é bem clara. É um discurso aberto contra a operação." Leia mais
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14:30 - Neste momento discursa o deputado Baleia Rossi (PMDB-SP), aliado de Temer. Ele pediu a rejeição da denúncia. Na delação da JBS, Rossi aparece como beneficiário de 150 mil reais doados pelo grupo para sua campanha em 2014. Ele também foi apontado por delatores da Operação Alba Branca como recebedor de propinas do esquema de desvios no fornecimento de merendas para Campinas e Ribeirão Preto.
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14h26 - Lideranças das bancadas ainda discursam. Quórum da segunda sessão já registra a presença de 223 deputados. São necessários 342 para que a votação seja iniciada. A primeira sessão chegou a registrar o número necessário, mas ela acabou sendo encerrada após se estender por mais de quatro horas.
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14h24 - Membros da oposição admitem que não têm os 342 votos necessários e por isso estão tentando adiar a votação. Eles também pediram que o Supremo anule a sessão.
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14h20 – Durante a etapa de discursos, o advogado de defesa de Michel Temer, Antonio Cláudio Mariz, criticou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Segundo Mariz, a peça é “capenga”, “fruto de ficção” e “denota uma ânsia de ver o país em dificuldades”.
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Entenda a votação
Para que a denúncia seja aceita, os adversários de Temer precisam reunir 342 votos. Já o Planalto precisa reunir uma soma de 172 votos a favor, ausências ou abstenções. Levantamentos preliminares mostram que nenhum dos lados parece ter reunido votos suficientes para decidir a questão. Mas a vantagem neste caso parece estar com o Planalto, já que os deputados favoráveis à saída do presidente parecem estar mais distantes de atingir o seu número necessário.
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13h55 - Rodrigo Maia (DEM-RJ) ordena o início de uma segunda sessão. O painel registra 457 deputados presentes. As lideranças da oposição estão orientandos suas bancadas a não registrar presença.
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13h54 - Nesse momento, liderancas discursam para orientar suas bancadas.
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Análise
Segundo o professor de gestão de políticas públicas Pablo Ortellado, da USP, a explicação para a falta de protestos mais incisivos contra Temer pode ser explicada também pelo comprometimento e agenda de interesses das lideranças que têm a influência para fazer grandes mobilizações.
"Não acho que seja fadiga, não há uma pesquisa que não demonstre insatisfação. O que parece claro é que as lideranças que tem conquistaram legitimidade para mobilizar manifestações, seja na esquerda ou na direita, não estão se empenhando na organização de novos protestos”, diz.
Segundo Ortellado, essas lideranças de ambos os lados "estão altamente comprometidas com o sistema político, que naturalmente não está interessada em manifestações”. Leia Mais
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13h48 - Câmara registra 449 deputados na Casa. Destes, 392 tiveram a presença registrada no plenário.
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Câmara dos Deputados ✔ @camaradeputados
Manifestação de deputados da oposição contra o presidente Michel Temer no Salão Verde da #Câmara.
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13h45 – Deputados da oposição apresentaram 50 requerimentos para adiar a votação. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou que eles serão analisados de uma só vez.
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13h28 – Ao contrário do que ocorreu na votação do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016, não estão ocorrendo manifestações expressivas contra Temer nesta quarta-feira. À época da votação de Dilma, 215 mil pessoas tomaram as ruas de São Paulo para protestar contra a presidente. Em Brasília, 53 mil pessoas compareceram. Desta vez, a Esplanada dos Ministérios está vazia.
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13h24 – Deputados da oposição reclamam do rito estabelecido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Clima é de confusão no Plenário.
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13h20 - Deputados dos partidos da oposição PSOL, REDE, PT e PCdoB entraram nesta quarta-feira com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para pedir a anulação da sessão. Os partidos argumentam que a acusação deveria ser ouvido durante a sessão. O rito estabelecido permitiu apenas que a defesa do presidente e o relator, um aliado do presidente, falassem. O STF ainda não se pronunciou.
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Entenda a votação
Os deputados vão decidir pela aprovação ou rejeição do relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), um aliado do presidente, que recomendou a rejeição da denúncia criminal por suspeita de corrupção. Assim, o "não" será um voto pelo afastamento de presidente.
A votação será nominal. As bancadas de cada estado serão chamadas e seus deputados serão chamados ao microfone por ordem alfabética.
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13h18 - A votação pode acontecer a qualquer momento. O quórum de 342 deputados mínimo para dar início à votação foi atingido pouco depois das 12h (horário de Brasília), contrariando a expectativa de que o Planalto teria dificuldades para encher o Plenário. A maior parte dos deputados também votou para encurtar a etapa de discursos contra ou a favor do relatório, o que deve apressar a sessão.

A maior parte dos deputados também votou para encurtar a etapa de discursos contra ou a favor do relatório, o que deve apressar a sessão.

 

 

 


fonte: DW
Brasilien Abgeordnete in Brasilia (Reuters/A. Machado)

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