Procuram-se voluntários para ir à Antártica: sem gastos e para ajudar o Planeta

Desafio é da Airbnb e a nível mundial. Não precisa de ter qualificações, apenas espírito aventureiro e paixão pelo ambiente.

Vai partir numa expedição na neve.

Quer esteja sem emprego, entre empregos, num período de reflexão, em ano sabático ou simplesmente com vontade de mudar de vida — e ajudar o Planeta, no processo — isto pode interessar-lhe.

O Airbnb e a Ocean Conservancy anunciaram esta terça-feira, 24 de setembro, um novo programa de Período Sabático, na Antártica: uma oportunidade única, sem precedentes, para cinco pessoas a quem interesse a ideia de viajar, em dezembro, para o continente mais remoto do mundo. Ali, vão juntar-se à cientista Kirstie Jones-Williams, numa missão de pesquisa nunca antes feita.

Os cinco voluntários, selecionados em todo o mundo, vão ter um impacto no futuro — neste caso positivo, ao ajudar a perceber melhor o impacto negativo que o homem tem tido no meio ambiente.

Na prática, o grupo vai recolher amostras de neve e estudar de que forma é que os microplásticos chegaram ao interior da Antártica. O objetivo é consciencializar a população sobre o impacto dos seres humanos no clima de um dos ecossistemas menos estudados e mais isolados do mundo.

Ao perceberem os efeitos da poluição de plástico produzida noutros continentes — e a forma como estes chegam mesmo aos locais mais remotos —, os voluntários vão poder ajudar a compreender melhor de que forma se pode proteger o planeta.

“A maioria das pessoas tem a ideia de que a Antártica é um continente isolado e impoluto, mas algumas descobertas recentes têm mostrado que, até mesmo os lugares mais remotos, são afetados pela poluição do plástico. Esta expedição vai-nos ajudar a compreender a viagem que os microplásticos fazem até chegar a regiões longínquas e surge num momento crítico, em que destacamos a responsabilidade que devemos ter na proteção do ambiente”, explica a cientista que vai liderar o grupo, em comunicado partilhado pela plataforma de alojamento local.

No entanto, Kirstie Jones-Williams avisa: esta expedição não vai ser fácil: “vai exigir um grande rigor científico, em condições de inverno muito rigorosas”. Por isso, as organizações estão à procura de pessoas apaixonadas, “que se sintam cidadãos do mundo” e que “estejam entusiasmadas com a ideia de se juntarem a esta equipa e regressarem com novas descobertas”.

Quanto a questões práticas: a expedição começa em dezembro desde ano e vai ter a duração de um mês. Ainda antes da partida, em novembro, os voluntários vão participar numa formação intensiva em Punta Arenas, no Chile, onde vão ter uma preparação através de cursos de Glaciologia e de recolha de amostras, além de trabalho de laboratório e do manuseamento de equipamentos.

 
Depois disso, vão voar para a Antártica para iniciar a sua missão. E começa bem: vão aterrar numa pista de gelo azul natural, no interior do continente, onde a investigação se vai desenvolver. Enquanto recolhem amostras de neve à procura de microfibras, exploram o Polo Sul e conseguem conhecer alguns dos lugares mais icónicos da região, como a Drake Icefall, a Charles Peak WindScoop e o Elephant’s Head.

Por fim, vão regressar ao Chile, para continuarem a estudar as suas descobertas. Aqui, irão trabalhar com a Ocean Conservancy. Segundo a Airbnb à NiT, a plataforma vai colaborar com esta fundação no futuro, para poder utilizar os resultados da Expedição “Um período sabático na Antártida”, com o objetivo de continuar a aprender e a defender a proteção do meio ambiente, integrando isto no grupo de medidas que está a adotar para reduzir a pegada.

As candidaturas à Expedição Antártica podem ser feitas numa página própria, através do preenchimento de um formulário. Os participantes devem ter mais de 18 anos, estar disponíveis para viajar para o Chile e para a Antártica a partir de novembro até dezembro de 2019, para realizar trabalho voluntário. O inglês tem de ser fluente.

Durante o período de expedição, os voluntários não irão receber salário. No entanto, as despesas de viagem, alimentação e de alojamento serão cobertas pela Airbnb durante todo o período da sabática.

A experiência está aberta a residentes da Argentina, Áustria, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Dinamarca, Dubai, França, Alemanha, Irlanda, Índia, Itália, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul, Malásia, México, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Rússia, Singapura, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan, Tailândia, Reino Unido e EUA. Os cinco escolhidos vão ser anunciados a 30 de outubro.

A ação “Um período sabático na Antártida” surge depois de uma outra iniciativa no início deste ano, “A Sabática Italiana”, um projeto de reabilitação urbana da plataforma Airbnb e da Wonder Grottole, que ofereceu a cinco voluntários a oportunidade de viverem, durante três meses, na cidade de Grottole, sul de Itália, no verão. Ali, o objetivo era ajudar a revitalizar e dar atenção mundial a uma pequena comunidade que estava praticamente a desaparecer.

link: site da airbnb para inscrição


 

 

 


fonte: nit.pt
texto: Patrícia Naves

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