Casos de coronavírus passam de 70 mil na China

Mortes pelo Covid-19 já são mais de 1.700. EUA repatriam cidadãos de navio sob quarentena no Japão. Tóquio cancela comemorações do aniversário do imperador e impede 38 mil de participar de maratona.

Apenas na província de Hubei, foram registradas 100 mortes e 1.933 novos casos em um dia

Os casos de infecção pelo coronavírus Covid-19 superaram a marca dos 70 mil na China continental, após 2.048 novas ocorrências registradas neste domingo (16/02). O número de mortos pela doença chegou a 1.770, com 105 novas vítimas.

Apenas na província de Hubei – o epicentro da epidemia – foram registradas 100 mortes e 1.933 novos casos em um dia, aumentando o total no país para 70.548. Apesar de alto, o número de contaminações manteve a tendência de queda verificada nos últimos dias.

Fora da China continental, mais de 500 casos já foram confirmados, na maioria, de pessoas que viajaram a cidades chinesas, com cinco mortes registradas – no Japão, na França, nas Filipinas, em Hong Kong e em Taiwan.

Testes detectaram infecções em mais 99 passageiros do navio Diamond Princess, mantido sob isolamento no porto de Yokohama, no Japão, com 3,7 mil pessoas a bordo, noticiou a mídia japonesa citando dados do Ministério da Saúde do país. Os novos casos elevam o total no navio para 454.

Quatorze passageiros americanos infectados pelo coronavírus foram levados de volta aos Estados Unidos em voos fretados nesta segunda-feira, juntamente com outros passageiros. No total, mais de 300 passageiros foram colocados em dois aviões, com destino a bases militares na Califórnia e no Texas.

Autoridades americanas informaram que as 14 pessoas diagnosticadas com o coronavírus puderam embarcar, mas foram acomodadas em uma "área especial de contenção" dentro de uma das aeronaves.

Ao chegarem aos EUA, todos os passageiros serão submetidos a um período de quarentena de 14 dias – o tempo estimado de incubação do coronavírus. Outros 40 americanos que estavam a bordo do navio haviam sido levados para hospitais no Japão. Não foi esclarecido se eles estavam entre os 454 casos confirmados entre os passageiros do Diamond Princess.

Vários governos se mobilizam para providenciar o retorno de seus cidadãos que estão no navio, enquanto aumentam as críticas sobre a forma como o governo japonês vem lidando com a questão. A Austrália já ordenou a retirada de em torno de 200 de seus cidadãos da embarcação. Canadá, Itália, e Hong Kong também preparam medidas semelhantes.

Japão cancela eventos

Nesta segunda-feira, autoridades japonesas anunciaram restrições à realização de eventos públicos de massa em Tóquio, temendo uma possível disseminação do vírus.

As comemorações do aniversário do imperador Naruhito foram canceladas, assim como seu pronunciamento público planejado para 23 de fevereiro. A última vez que as celebrações foram canceladas foi 1996. O evento, que seria o primeiro após sua coroação no ano passado, costuma atrair dezenas de milhares de pessoas ao Palácio Imperial, na capital japonesa.

Organizadores da maratona de Tóquio, uma das maiores do mundo, afirmaram que 38 mil inscritos para o evento esportivo no dia 1º de março não poderão competir, permitindo apenas a participação de 176 atletas profissionais e 30 cadeirantes.

Várias empresas do Japão reforçaram medidas para evitar a propagação da doença, após o surgimento de casos entre pessoas que sequer estiveram da China ou mantiveram contato com outros que chegaram do território chinês. A Nippon Telegraph and Telephone Corp (NTT), uma das maiores companhias japonesas, pediu que seus cerca de 200 mil funcionários trabalhassem de casa.

 

 

 

 


fonte: DW
RC/afp/rtr

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