Brasil ordena retirada de diplomatas da Venezuela

Governo brasileiro adota medida para forçar Caracas a fazer o mesmo. Funcionários do regime de Nicolás Maduro ainda ocupam embaixada em Brasília, apesar de o país reconhecer Juan Guaidó como presidente.

Governo de Jair Bolsonaro reconhece Juan Guaidó (dir.) como legítimo presidente da Venezuela

O governo brasileiro determinou a remoção de quatro diplomatas brasileiros e 11 funcionários que trabalham na embaixada e nos consulados do país na Venezuela e aguarda a mesma atitude por parte do governo do presidente Nicolás Maduro. A medida seria uma estratégia para forçar Caracas a retirar seus diplomatas e funcionários, que ainda ocupam a sede da embaixada venezuelana em Brasília.

De acordo com informações divulgadas pelos jornais O Globo e Folha de S.Paulo, os diplomatas e funcionários consulares venezuelanos foram informados que têm até 60 dias para deixar o Brasil. Se não o fizerem, serão expulsos do país.

Segundo apurou a Folha, 17 funcionários do governo venezuelano ainda atuam no Brasil. Além da embaixada em Brasília, Caracas mantém consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Boa Vista, Belém e no Recife. O governo brasileiro ainda avalia como se dará a representação diplomática no país vizinho após a saída dos diplomatas.

A simples expulsão dos diplomatas venezuelanos, sem que houvesse uma justificativa para tal, poderia gerar represálias ao país, uma vez que o regime de Maduro ainda mantém sua representação em solo brasileiro. Agora, com a retirada de seus diplomatas, o governo do Brasil abre caminho para requerer a saída dos venezuelanos.

A decisão, publicada nesta quinta-feira (05/03) no Diário Oficial da União, determina o retorno dos funcionários na embaixada em Caracas e nos consultados na capital e em Ciudad Guayana, além do vice-consulado brasileiro na cidade de Santa Elena do Uairén, próxima à fronteira com o estado de Roraima.

Desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, o Brasil vem adotando posições cada vez mais fortes contra o regime venezuelano e passou a reconhecer o líder da oposição Juan Guaidó como o legítimo presidente do país.

Bolsonaro reconhece a enviada de Guaidó a Brasília, Maria Teresa Belandria, como a embaixadora da Venezuela no Brasil, apesar de funcionários do regime de Maduro ainda ocuparem a sede da embaixada na capital federal.

 

 

 


fonte: DW
RC/ots

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