Remédio barato salva vidas em casos graves de covid-19

Dexametasona demonstrou eficácia contra o coronavírus, anunciam pesquisadores de Oxford. Reino Unido inclui esteroide amplamente disponível no tratamento padrão de pacientes com coronavírus conectados a respiradores.


Em estudo, a dexametasona reduziu em até um terço as mortes de pacientes graves de covid-19

Cientistas britânicos anunciaram que a dexametasona, um esteroide barato e amplamente disponível, reduziu em até um terço as mortes de pacientes graves de covid-19, num estudo. Os resultados do estudo, efetuado por vários cientistas, incluindo da Universidade de Oxford, foram anunciados nesta terça-feira (16/06).

No "teste amplo e rigoroso", escolheram-se aleatoriamente 2.104 pacientes para receber o medicamento, comparando-os a 4.321 outros, submetidos apenas aos cuidados usuais, explicaram os pesquisadores.

O medicamento foi administrado por via oral ou intravenosa e após 28 dias reduziu em 35% as mortes entre os doentes dependentes de respiradores, e em 20% para os que apenas necessitavam oxigênio suplementar. O esteroide não pareceu ajudar pacientes menos graves.

"Este é um resultado extremamente bem-vindo", disse o chefe da pesquisa, Peter Horby, da Universidade de Oxford, em comunicado, sublinhando que "o benefício de sobrevivência é claro e grande nos doentes o suficiente para necessitar de tratamento com oxigênio" e que, portanto, "a dexametasona deve agora se tornar padrão de atendimento desses pacientes".

Horby destacou que "a dexametasona é barata, amplamente disponível e pode ser usada imediatamente para salvar vidas em todo o mundo". Segundo o professor de doenças infecciosas emergentes, o esteroide é, "até agora, a única droga que reduz a mortalidade" em casos graves.

"Embora o medicamento só ajude em casos graves, muitas vidas serão salvas globalmente", disse Nick Cammack, da Wellcome, instituição beneficente britânica que apoia a pesquisa científica.

Quando administrados por profissionais médicos, os esteroides podem ser usados para combater a inflamação ‒ uma possível reação exagerada e ocasionalmente fatal do sistema imunológico.

Embora o estudo tenha mostrado que o tratamento poupa a vida de mais de um terço dos pacientes em respiradores, no grupo de teste, as expectativas dos pesquisadores são mais modestas: eles acreditam que a droga poderia salvar um em cada oito pacientes conectados a respiradores artificiais e um em cada 25 pacientes que necessitam oxigênio.

O ministro de Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, informou que o país já tem 200 mil doses de dexametasona "prontas para o uso", e que as autoridades estão trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde (NHS) do país para que "o tratamento padrão da covid-19 no NHS inclua dexametasona a partir desta tarde".

Hancock também agradeceu aos "brilhantes cientistas" de Oxford. A pesquisa teve financiamento estatal e de doadores privados, incluindo a Fundação Bill e Melinda Gates.

 

 

 

 


fonte: DW
CA/lusa/afp/ap/rtr/dw

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