Inpa e Polícia Federal farão parceria contra caça ilegal e tráfico de animais silvestres

Com o aumento do número de apreensões na Amazônia, PF quer conhecimento científico do Inpa para identificar animais recuperados das mãos dos traficantes.

Sobe número de animais silvestres apreendidos com traficantes na Amazônia. Foto: Ascom/MCTIC

Em 2018, a Polícia Federal no Amazonas apreendeu mais de 3 mil toneladas de caça ilegal, além de animais terrestres e milhares de peixes ornamentais. Para combater o tráfico de fauna silvestre, a PF e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) vão firmar uma parceria para reforçar a fiscalização e conhecimento. “Esse termo de cooperação vai incluir intercâmbio de pesquisadores e análises de amostras apreendidas”, explicou a diretora substituta do Inpa, Hillandia Brandão.

Uma das iniciativas é o 2º Curso de Perícia em Tráfico de Animais Silvestres – Identificação da Fauna Amazônica, realizado no Inpa, em Manaus (AM). “A gente sentiu essa necessidade porque o número de apreensões nos estados da região amazônica vem crescendo muito. Então, há necessidade de capacitar nossos peritos na mesma proporção”, afirmou o perito criminal Rodrigo Mayrink.

Segundo ele, a maioria das apreensões de caça ilegal no Amazonas foi feita pela PF na região de Tabatinga, na divisa do Peru com a Colômbia, e também na região metropolitana de Manaus. São mamíferos, como macacos, veados e porcos-do-mato. Mayrink disse que existe a cultura da caça nas comunidades tradicionais da Amazônia, mas a PF foca no combate à caça ilegal para fins comerciais, que é uma atividade ilegal pela lei brasileira.

Para a pesquisadora Lúcia Rapp, do Inpa, a integração entre os órgãos é importante para saber o que a PF consegue apreender de tráfico de animais e o que pode ser “internalizado” no Inpa, já que o número de animais silvestres encontrados com os traficantes é maior do que conseguem os pesquisadores em seus esforços de coleta. “O pessoal do tráfico consegue pegar exemplares em quantidade. Nós conseguimos coletar um, dois bichos, às vezes. A parceria com o Ibama e a PF nos possibilita pegar lotes com centenas de exemplares e, com esse número maior, podemos fazer estudos de biologia e genética, por exemplo.”

A destinação dos animais apreendidos é um grande desafio para os órgãos ambientais brasileiros. Peixes apreendidos no aeroporto costumam ser destinados para estudos no Inpa, por meio de uma parceria com o Ibama, mas a ideia é ampliar para mamíferos, aves, répteis e outros grupos.

 

 

 


fonte: ASCOM

 

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