Taxa preliminar do Prodes 2019 aponta 9.762 km2 de desmatamento na Amazônia Legal

Dados apontam que o desmatamento em apenas quatro estados correspondem a 84% do total

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), foram divulgados dados preliminares do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite (Prodes), no período entre agosto de 2018 e julho de 2019. De acordo com os dados, a área desmatada no período analisado é de 9.762 km2, confirmando a tendência de aumento do desmatamento desde o ano de 2012.

A consolidação dos dados do Prodes 2019 será divulgada em maio de 2020, mas com o objetivo de permitir ações mitigatórias oportunas, o INPE libera uma estimativa cerca de seis meses antes do relatório consolidado. A estimativa antecipada busca obter a máxima precisão, com confiança de dados superior a 95%, levando em consideração pelo menos 90% das áreas desmatadas identificadas no Prodes anterior, 90% da área coberta pelos avisos de desmatamento do sistema Deter e áreas prioritárias apontadas pelo Ministério do Meio Ambiente. Para 2019, esse recorte se faz por meio de 99 imagens de 180 x 180 km do satélite Landsat.

Segundo o diretor do Inpe, Darcton Damião, os dados de desmatamento e a tendência de aumento são informações importantes, mas não contam toda a história. “A Amazônia Legal é formada por nove estados, mas o desempenho deles em relação ao desmatamento é bastante distinto”, destacou o diretor. “O conjunto de estados formado por Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia é responsável pelo desmatamento de 8.213 km2, ou cerca de 84% do total.” O diretor destacou, ainda, o crescimento de 216% de aumento do desmatamento no estado de Roraima.

No monitoramento de vegetação, o Prodes se limita a verificar a cobertura do solo. A destinação dada ao terreno, chamada de uso do solo, é verificada pelo Ibama, de posse dos dados fornecidos pelo Inpe, que também fornece algumas análises de tendências e de distribuição geográfica.

Segundo o Ministro do MCTIC, Marcos Pontes, também presente à coletiva, o sistema de monitoramento do desmatamento, como qualquer sistema, tem espaço para ser aperfeiçoado. “O Inpe já faz um trabalho muito bom e será cada vez melhor. É um trabalho feito em parceria com o Ibama e como resultado teremos nossa Amazônia e nossa soberania mais preservadas” afirmou o ministro.

TerraClass e estratégias de contenção

O ministro Ricardo Salles, do MMA, participou da coletiva e apresentou a perspectiva do ministério sobre as informações do Prodes 2019. “Os dados demostram que, da parte do governo federal junto com os governos estaduais, nós temos que adotar uma estratégia diferente para a contenção do desmatamento,”declarou o ministro. Segundo ele, a redução na média histórica do desmatamento é uma tendência que precisa ser perseguida.

O ministro anunciou que irá se reunir na quarta-feira (20) com governadores da Amazônia, que vão discutir sobre os pontos de convergência para a redução do desmatamento de forma sustentável. Entre as medidas previstas, está a aplicação de recursos do MMA e da Embrapa para a reativação da ferramenta TerraClass, sistema de análise do Inpe que verifica o uso do solo, além do uso de outras ferramentas tecnológicas, operações de comando e controle e a criação de uma sede na Amazônia para a transferência de parte dos órgãos de monitoramento, pesquisa em biodiversidade e ecoturismo.

>> Acesse os dados do Prodes 2019


 




 

 


fonte: por ASCOM
mctic.gov.br

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