Nasa apresenta novos trajes espaciais para missão na Lua

Primeiros modelos desenvolvidos em 40 anos são mais maleáveis e facilitam locomoção de astronautas. Trajes devem ser usados em retorno à Lua após missões Apollo.

Engenheiros da Nasa apresentam trajes espaciais
Nasa desenvolve dois novos modelos de trajes

A Nasa apresentou os novos trajes espaciais desenvolvidos para uma futura missão americana na Lua. Os modelos são muito mais maleáveis do que os anteriores e facilitam a locomoção dos astronautas.

Dois engenheiros da Nasa subiram nesta terça-feira (15/10) ao palco da sede da agência espacial em Washington vestindo os novos trajes. Durante a apresentação, os dois fizeram agachamentos e flexões para mostrar flexibilidade dos trajes desenvolvidos para o programa Artêmis.

"Este é o primeiro traje espacial desenvolvido em cerca de 40 anos. Queremos sistemas que permitam a nossos astronautas serem cientistas na superfície da Lua", afirmou o diretor do departamento de design de trajes espaciais, Chris Hansen.

Um traje laranja foi desenvolvido para dentro da cápsula espacial Orion, e um branco para ser usado na superfície lunar. Os modelos são protótipos não testados no espaço. A versão final só deve ficar pronta em 2023.

Traje branco será usado em caminhadas espaciais

Há anos, os engenheiros da Nasa trabalham para aprimorar os antigos trajes espaciais, como os usados pelos astronautas que pisaram na Lua. Os trajes tradicionais fornecem oxigênio, reciclam o ar, regulam a temperatura interna e protegem contra radiação.

"Durante os anos da Apollo, Neil Armstrong e Buzz Aldrin pularam como coelhos no solo lunar. Agora é possível caminhar", disse o diretor da Nasa, Jim Bridenstine.

Os trajes foram projetados em diferentes tamanhos, tanto para homens quanto para mulheres. Também inovam ao absorver dióxido de carbono, um subproduto da respiração e que em grandes quantidades pode matar, e lançá-lo no vácuo.

O retorno à Lua, pela missão Artêmis, deve ocorrer em 2024. Esse cronograma ainda não está garantido devido a atrasos e problemas no financiamento.

 

 

 

 


fonte: DW
CN/afp/rtr

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